A avaliação neuropsicológica é uma ferramenta valiosa para compreender as dificuldades de aprendizagem em crianças e adolescentes. Mais do que observar o comportamento, ela permite investigar como diferentes funções cognitivas do cérebro estão operando e de que forma isso pode impactar no dia a dia escolar e emocional da criança.
Muitas vezes, até mesmo um profissional experiente pode suspeitar que a criança tenha déficit de atenção ou dislexia apenas pela observação clínica. No entanto, somente uma avaliação criteriosa consegue diferenciar esses quadros de outras condições e indicar com clareza onde estão as dificuldades.
Como funciona a avaliação?
O processo completo costuma levar de 4 a 6 sessões, nas quais são aplicados diferentes instrumentos neuropsicológicos que investigam:
- raciocínio lógico;
- memória;
- atenção;
- linguagem;
- praxias (habilidades motoras complexas);
- funções executivas (planejamento, controle inibitório, flexibilidade de pensamento, organização);
- velocidade de processamento da informação.
Aqui na clínica Terapia Criativa, também acrescentamos a investigação de indicadores emocionais, que podem estar associados às dificuldades cognitivas ou aparecer de forma independente.
Os resultados obtidos são comparados a padrões normativos de idade e escolaridade, permitindo verificar se a criança está dentro do esperado para seu grupo ou se apresenta áreas que precisam de atenção especial.
Qual é a melhor idade para realizar a avaliação?
A faixa etária entre 6 e 8 anos costuma ser a mais indicada, pois é nesse período que os problemas se tornam mais evidentes e podem ser melhor caracterizados.
Após essa idade, ainda é possível realizar a avaliação, mas alguns fatores — como o amadurecimento neurológico e as adaptações escolares — podem mascarar ou amenizar os sintomas, tornando o diagnóstico menos conclusivo. Mesmo assim, a avaliação continua sendo muito útil, já que aponta áreas de dificuldade que precisam ser estimuladas.
O que acontece depois da avaliação?
Ao final do processo, a família recebe um relatório detalhado, que pode ser compartilhado com médicos e escolas. Esse documento também serve de base para futuras reavaliações, permitindo acompanhar a evolução da criança ao longo do tempo.
E se ainda restarem dúvidas?
Se você tem dúvidas sobre a necessidade da avaliação neuropsicológica para o seu filho, entre em contato com nossa equipe. Teremos prazer em esclarecer suas perguntas e ajudá-lo(a) a tomar uma decisão bem fundamentada.
Psic. Dra. Cynthia Borges de Moura
CRP 08/5822
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Referências:
Bernardo, A. M. (2022). DESENVOLVIMENTO TEÓRICO DA NEUROPSICOLOGIA COGNITIVA E METODOLÓGICA. Pensar Além, 6(2). Acesso: https://periodicos.faculdadefamart.edu.br/index.php/revistapensaralem/article/view/40
Hamdan, A. C. & Pereira, A. P. A. (2009). Avaliação Neuropsicológica das Funções Executivas: Considerações Metodológicas. Acesso: https://doi.org/10.1590/S0102-79722009000300009




