Nem sempre mais terapias significam mais progresso!

Quando os pais percebem que o filho está enfrentando dificuldades — seja na escola, nas interações sociais ou no comportamento — é natural querer agir rápido e fazer tudo o que for possível para ajudar. Muitos acreditam que quanto mais terapias a criança fizer, melhor será o resultado. Mas, na prática, nem sempre isso é verdade.

Às vezes, na tentativa de ajudar, os pais acabam colocando a criança em várias terapias ao mesmo tempo: fonoaudiologia, psicoterapia, terapia ocupacional, psicopedagogia… E, embora todas sejam importantes, fazer tudo junto nem sempre é o ideal.

Cada profissional tem um foco, uma linguagem e uma forma de trabalhar.
Quando várias intervenções acontecem simultaneamente, pode surgir sobrecarga, confusão e até resistência da criança — que passa a se sentir cansada ou desmotivada.

Na psicologia, existe um conceito chamado efeito iatrogênico — que descreve quando uma intervenção feita com boa intenção acaba gerando o efeito oposto: em vez de ajudar, dificulta o progresso.

Por isso, o primeiro passo mais importante não é começar uma terapia, mas sim realizar uma boa avaliação. É ela que vai indicar o que realmente precisa ser trabalhado, em que ordem e com qual abordagem.

Nem sempre a resposta está em mais atendimentos. Às vezes, o que a criança precisa é de um bom professor particular, de uma rotina mais estruturada ou de orientações específicas para os pais.

Na maioria dos casos, menos é mais.
Um plano bem direcionado, com objetivos claros e metas possíveis, costuma trazer resultados muito mais consistentes do que várias intervenções desconectadas entre si.

Claro, existem situações em que o trabalho conjunto entre profissionais é fundamental — como nos casos de atrasos globais do desenvolvimento, transtornos do espectro autista ou deficiências múltiplas.
Mas mesmo nesses contextos, o segredo está na integração e no propósito compartilhado entre os profissionais.

Cuidar bem é cuidar com foco. É entender o momento, a necessidade e o ritmo da criança.

Aqui na Terapia Criativa, avaliamos cada caso com cuidado para indicar o melhor caminho — aquele que realmente faz sentido para o desenvolvimento da criança e para o bem-estar da família.

Se você tem dúvidas sobre o que seu filho precisa neste momento, fale com a gente. Vamos pensar juntos na melhor forma de ajudar. 

Psic. Keila de Oliveira Franco Ribeiro

CRP 08/43283


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Referências:Schmitt, P. M., Fattore, I. de M., Halberstadt, B. F., Santos, T. D. dos, & Souza, A. P. R. de. (2019). Atendimento em dupla como modalidade de intervenção interdisciplinar na clínica com crianças pequenas. Distúrbios Da Comunicação31(2), 196–206. Acesso: https://doi.org/10.23925/2176-2724.2019v31i2p196-206

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Quais são as qualidades do seu filho?

Quando atendo uma criança, sempre faço uma pergunta simples aos pais ao final da entrevista: “Quais as qualidades do seu filho? No que ele é bom?”

E sabe o que acontece muitas vezes? Silêncio.

Não é raro que os pais consigam descrever com riqueza de detalhes os problemas de comportamento, as dificuldades na escola ou as birras em casa. Mas, quando chega a hora de falar das qualidades, eles travam.

Isso não acontece por falta de amor ou de atenção. O que ocorre é que, na correria do dia a dia, os erros costumam chamar mais atenção do que os acertos. O brinquedo jogado no chão, a lição não feita, a resposta atravessada — tudo isso salta aos olhos. Já as atitudes positivas passam despercebidas, justamente porque parecem “óbvias” ou “esperadas”.

Só que, sem querer, esse olhar acaba reforçando os comportamentos que os pais mais gostariam que desaparecessem. Afinal, quando a criança só recebe atenção pelo que faz de errado, é isso que tende a se repetir.

Mas há uma saída. Quando os adultos passam a observar e valorizar os acertos, algo poderoso acontece: a criança começa a se sentir reconhecida, motivada e segura. E, com isso, os comportamentos inadequados vão perdendo espaço. Muitas vezes, só essa mudança de foco já é suficiente para transformar o ambiente em casa — a ponto de nem ser necessária uma intervenção terapêutica.

Por isso, um exercício simples pode fazer toda a diferença: todos os dias, procure um motivo para elogiar genuinamente o comportamento do seu filho. Pode ser algo pequeno — como dividir um brinquedo, se vestir sozinho ou mostrar interesse em aprender algo novo.

Focar no que funciona é o primeiro passo para transformar o que não funciona. E, se mesmo assim for difícil lidar com os desafios, conte com a nossa equipe aqui na clínica Instituto Terapia Criativa. Estamos aqui para caminhar junto com você e sua família!

Psic. Samira Khaled Saleh 

CRP 08/12112


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Referências:

Bueno, A. C. W., Santos, B. C. dos ., & Moura, C. B. de .. (2010). Obediência infantil: conceituação, medidas comportamentais e resultados de pesquisas. Psicologia: Teoria E Pesquisa, 26(2), 203–216. Acesso: https://doi.org/10.1590/S0102-37722010000200002

Loos, H., & Cassemiro, L. F. K.. (2010). Percepções sobre a qualidade da interação familiar e crenças autorreferenciadas em crianças.Estudos De Psicologia (campinas), 27(3), 293–303. Acesso: https://doi.org/10.1590/S0103-166X2010000300002

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Reta Final do Ano Letivo: Ainda Dá Tempo de Ajudar seu Filho!

Novembro chegou e, com ele, a reta final do ano letivo.

Esse é um momento estratégico para os pais refletirem: como está o desempenho escolar do seu filho? Ele tem acompanhado bem as aulas? Está motivado, confiante? Ou você percebe que vem acumulando dificuldades ao longo do ano?

A ilusão de que “não adianta mais”

É muito comum que algumas famílias deixem o ano transcorrer esperando que os resultados escolares apareçam, mas, quando as notas começam a preocupar — até mesmo com risco de reprovação — muitos pais pensam: “Agora não dá mais tempo de fazer nada.”

Mas a boa notícia é que dá, sim, para agir! A reta final do ano letivo pode ser um momento valioso para entender melhor o que está acontecendo e oferecer à criança ou adolescente o suporte necessário para terminar o ano com mais leveza, segurança, autoestima e algum resultado concreto.

Arrumando a mochila para o ano que vem

Buscar ajuda agora não serve apenas para fechar o ano com melhores resultados. Também ajuda a preparar a criança para o próximo ano letivo, organizando estratégias que evitam a repetição das mesmas dificuldades. É como arrumar a bagagem antes de seguir viagem: quanto mais leve ela estiver, mais fácil será o caminho.

Como a Terapia Criativa pode ajudar

Na Terapia Criativa, oferecemos avaliação e acompanhamento psicológico e neurocognitivo, que permitem identificar os desafios escolares e emocionais de cada criança. Pode ser uma dificuldade específica ou um distúrbio de aprendizagem. É importante detectar com precisão qual é o problema, para que, a partir disso, possamos traçar estratégias práticas e personalizadas, apoiando tanto o desenvolvimento acadêmico quanto o emocional.

Conclusão

Se você percebeu que seu filho não está tão bem, não adie. Quanto antes a intervenção acontecer, maiores são as chances de que ele termine o ano mais tranquilo, confiante e preparado para o que vem pela frente — deixando para trás a bagagem de dificuldades acumuladas ao longo do ano.

Pequenas intervenções no momento certo podem fazer uma grande diferença no desenvolvimento escolar e emocional do seu filho.

Psic. Francielle Lopes

CRP 08/49524


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Referências:

Achkar, A. M. N. E., Leme, V. B. R., Soares, A. B., & Yunes, M. A. M.. (2017). Risco e proteção de estudantes durante os anos finais do ensino fundamental. Psicologia Escolar E Educacional, 21(3), 417–426. Acesso: https://doi.org/10.1590/2175-35392017021311151

Martinelli, S. de C.. (2014). Um estudo sobre desempenho escolar e motivação de crianças.Educar Em Revista, (53), 201–216.  Acesso: https://doi.org/10.1590/0104-4060.27122

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