Reta Final do Ano Letivo: Ainda Dá Tempo de Ajudar seu Filho!

Novembro chegou e, com ele, a reta final do ano letivo.

Esse é um momento estratégico para os pais refletirem: como está o desempenho escolar do seu filho? Ele tem acompanhado bem as aulas? Está motivado, confiante? Ou você percebe que vem acumulando dificuldades ao longo do ano?

A ilusão de que “não adianta mais”

É muito comum que algumas famílias deixem o ano transcorrer esperando que os resultados escolares apareçam, mas, quando as notas começam a preocupar — até mesmo com risco de reprovação — muitos pais pensam: “Agora não dá mais tempo de fazer nada.”

Mas a boa notícia é que dá, sim, para agir! A reta final do ano letivo pode ser um momento valioso para entender melhor o que está acontecendo e oferecer à criança ou adolescente o suporte necessário para terminar o ano com mais leveza, segurança, autoestima e algum resultado concreto.

Arrumando a mochila para o ano que vem

Buscar ajuda agora não serve apenas para fechar o ano com melhores resultados. Também ajuda a preparar a criança para o próximo ano letivo, organizando estratégias que evitam a repetição das mesmas dificuldades. É como arrumar a bagagem antes de seguir viagem: quanto mais leve ela estiver, mais fácil será o caminho.

Como a Terapia Criativa pode ajudar

Na Terapia Criativa, oferecemos avaliação e acompanhamento psicológico e neurocognitivo, que permitem identificar os desafios escolares e emocionais de cada criança. Pode ser uma dificuldade específica ou um distúrbio de aprendizagem. É importante detectar com precisão qual é o problema, para que, a partir disso, possamos traçar estratégias práticas e personalizadas, apoiando tanto o desenvolvimento acadêmico quanto o emocional.

Conclusão

Se você percebeu que seu filho não está tão bem, não adie. Quanto antes a intervenção acontecer, maiores são as chances de que ele termine o ano mais tranquilo, confiante e preparado para o que vem pela frente — deixando para trás a bagagem de dificuldades acumuladas ao longo do ano.

Pequenas intervenções no momento certo podem fazer uma grande diferença no desenvolvimento escolar e emocional do seu filho.

Psic. Francielle Lopes

CRP 08/49524


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Referências:

Achkar, A. M. N. E., Leme, V. B. R., Soares, A. B., & Yunes, M. A. M.. (2017). Risco e proteção de estudantes durante os anos finais do ensino fundamental. Psicologia Escolar E Educacional, 21(3), 417–426. Acesso: https://doi.org/10.1590/2175-35392017021311151

Martinelli, S. de C.. (2014). Um estudo sobre desempenho escolar e motivação de crianças.Educar Em Revista, (53), 201–216.  Acesso: https://doi.org/10.1590/0104-4060.27122

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Avaliação Neuropsicológica: quando e por que procurar esse recurso?

A avaliação neuropsicológica é uma ferramenta valiosa para compreender as dificuldades de aprendizagem em crianças e adolescentes. Mais do que observar o comportamento, ela permite investigar como diferentes funções cognitivas do cérebro estão operando e de que forma isso pode impactar no dia a dia escolar e emocional da criança.

Muitas vezes, até mesmo um profissional experiente pode suspeitar que a criança tenha déficit de atenção ou dislexia apenas pela observação clínica. No entanto, somente uma avaliação criteriosa consegue diferenciar esses quadros de outras condições e indicar com clareza onde estão as dificuldades.

Como funciona a avaliação?

O processo completo costuma levar de 4 a 6 sessões, nas quais são aplicados diferentes instrumentos neuropsicológicos que investigam:

  • raciocínio lógico;
  • memória;
  • atenção;
  • linguagem;
  • praxias (habilidades motoras complexas);
  • funções executivas (planejamento, controle inibitório, flexibilidade de pensamento, organização);
  • velocidade de processamento da informação.

Aqui na clínica Terapia Criativa, também acrescentamos a investigação de indicadores emocionais, que podem estar associados às dificuldades cognitivas ou aparecer de forma independente.

Os resultados obtidos são comparados a padrões normativos de idade e escolaridade, permitindo verificar se a criança está dentro do esperado para seu grupo ou se apresenta áreas que precisam de atenção especial.

Qual é a melhor idade para realizar a avaliação?

A faixa etária entre 6 e 8 anos costuma ser a mais indicada, pois é nesse período que os problemas se tornam mais evidentes e podem ser melhor caracterizados.

Após essa idade, ainda é possível realizar a avaliação, mas alguns fatores — como o amadurecimento neurológico e as adaptações escolares — podem mascarar ou amenizar os sintomas, tornando o diagnóstico menos conclusivo. Mesmo assim, a avaliação continua sendo muito útil, já que aponta áreas de dificuldade que precisam ser estimuladas.

O que acontece depois da avaliação?

Ao final do processo, a família recebe um relatório detalhado, que pode ser compartilhado com médicos e escolas. Esse documento também serve de base para futuras reavaliações, permitindo acompanhar a evolução da criança ao longo do tempo.

E se ainda restarem dúvidas?

Se você tem dúvidas sobre a necessidade da avaliação neuropsicológica para o seu filho, entre em contato com nossa equipe. Teremos prazer em esclarecer suas perguntas e ajudá-lo(a) a tomar uma decisão bem fundamentada.

Psic. Dra. Cynthia Borges de Moura
CRP 08/5822


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Referências:

Bernardo, A. M. (2022). DESENVOLVIMENTO TEÓRICO DA NEUROPSICOLOGIA COGNITIVA E METODOLÓGICA. Pensar Além6(2). Acesso: https://periodicos.faculdadefamart.edu.br/index.php/revistapensaralem/article/view/40

Hamdan, A. C. & Pereira, A. P. A. (2009). Avaliação Neuropsicológica das Funções Executivas: Considerações Metodológicas. Acesso: https://doi.org/10.1590/S0102-79722009000300009

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