Você já se deparou com aqueles “testes rápidos” para TDAH que aparecem online? Como se todo mundo tivesse o transtorno e só faltasse descobrir o “nível”.
Quase como um quiz de revista adolescente, mas com cara de diagnóstico médico. Afinal, parece que, de repente, o TDAH virou moda. Hoje muita gente fala do transtorno como se fosse um acessório de identidade: “Ah, eu esqueço tudo, certeza que tenho TDAH!”; “Meu TDAH é leve…”

É claro que a maior visibilidade tem pontos positivos: reduz preconceitos e incentiva mais pessoas a buscar ajuda. Mas também existe o risco da banalização. Transformar um transtorno sério em uma etiqueta “cool” pode ser perigoso.

Porque o TDAH não é apenas se distrair facilmente ou perder prazos. Ele afeta profundamente diferentes áreas da vida: trabalho, estudos, relações, autoestima.
Reduzir tudo isso a um “teste online” é transformar sofrimento em passatempo — e isso acaba ofuscando quem realmente precisa de apoio.

Um diagnóstico exige avaliação clínica criteriosa. Não basta marcar sintomas em uma lista, até porque todos nós apresentamos alguns deles em algum momento. O que diferencia o TDAH é a intensidade, a frequência e, principalmente, o grau de prejuízo e sofrimento envolvidos.

Antes de “se testar”, vale refletir: estou em busca de informação ou apenas de um rótulo que me explique? Muitas vezes, por trás da moda dos diagnósticos, existe apenas a necessidade de pertencimento. Mas saúde mental não é tendência: é cuidado.

Na Clínica Terapia Criativa, você encontra avaliação e atendimento sérios e de qualidade para o TDAH — seja para crianças, adolescentes ou adultos.

Keila de Oliveira Franco Ribeiro

Psicóloga (CRP 08/43283)


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Referências:

Associação Brasileira do Déficit de Atenção. (2023, 24 de agosto). O TDAH na era digital: entre a validação comunitária e a banalização do sofrimento. Associação Brasileira do Déficit de Atenção. Acesso: https://tdah.org.br/o-tdah-na-era-digital-entre-a-validacao-comunitaria-e-a-banalizacao-do-sofrimento/

Oliveira, A. C., & Ricci, F. P. (2023). O autodiagnóstico de TDAH na rede social TikTok e os modos de subjetivação na pós-modernidade. Anais do Congresso Internacional de Psicologia da UNICESUMAR. Universidade Cesumar (UNICESUMAR). Acesso: https://rdu.unicesumar.edu.br/bitstream/123456789/10810/1/683142.pdf