Quando procurar ajuda psicológica para meu filho?

Muitos pais se perguntam: “Será que é só uma fase? Será que ele supera sozinho?” Essa dúvida é comum, mas pode atrasar a busca por ajuda profissional. Quanto antes os sinais forem percebidos, mais rápido e eficaz tende a ser o tratamento.

Sinais de que seu filho pode precisar de acompanhamento psicológico:

  • Mudança repentina de comportamento (isolamento, choro frequente, irritabilidade);
  • Dificuldade para fazer amigos ou se relacionar;
  • Queda no desempenho escolar sem motivo aparente;
  • Birras intensas, agressividade ou explosões de raiva;
  • Medos persistentes ou ansiedade em excesso;
  • Problemas de sono (pesadelos, sonambulismo);
  • Queixas físicas frequentes (dores de cabeça, dor de barriga) sem causa médica;
  • Enurese (xixi na cama), tiques ou comportamentos repetitivos.

Esses sinais não significam, necessariamente, que a criança tenha um transtorno psicológico, mas indicam que algo está trazendo sofrimento e precisa ser compreendido. A demora em procurar ajuda pode tornar o processo mais difícil e prolongado, enquanto uma avaliação psicológica breve já pode esclarecer a situação e orientar os pais sobre os próximos passos.

Benefícios da psicoterapia infantil:

  • A maioria dos problemas pode ser trabalhada em 6 meses a 2 anos de acompanhamento;
  • Quanto antes o acompanhamento começar, melhores e mais rápidos os resultados;
  • Os pais são parte fundamental do processo — quanto maior o envolvimento, mais efetiva a intervenção;
  • Em alguns casos, apenas a avaliação psicológica já é suficiente para orientar a família.

É importante lembrar: a psicoterapia infantil não é apenas para “crianças com problemas graves”. Ela pode apoiar em dificuldades cotidianas, fortalecer habilidades socioemocionais e oferecer à família ferramentas para lidar melhor com os desafios da infância.

Procurar psicoterapia não significa “rotular” ou “patologizar” a criança. Pelo contrário: é oferecer a ela um espaço de acolhimento, desenvolvimento e aprendizado de estratégias para lidar com frustrações, construir recursos emocionais e desenvolver comportamentos mais adaptativos para a vida.

Quanto mais cedo esse apoio acontece, maiores são as chances de que pequenas dificuldades não se transformem em grandes obstáculos. A psicoterapia é um investimento no presente e no futuro da criança, favorecendo relações mais saudáveis no ambiente escolar, familiar e social.

Dra. Cynthia Borges de Moura
CRP 08/5822


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Referências:

Autuori, Marina, & Granato, Tania Mara Marques. (2017). Encaminhamento de crianças para atendimento psicológico: uma revisão integrativa de literatura. Psicologia Clínica29(3), 449-467.  Acesso: https://pepsic.bvsalud.org/pdf/pc/v29n3/06.pdf

Reinaldo, A. M. dos S., Pereira, M. O., Tavares, M. L. de O., & Henriques, B. D.. (2018). Pais e seus filhos em sofrimento mental, enfrentamento, compreensão e medo do futuro.Ciência & Saúde Coletiva, 23(7), 2363–2371. Acesso: https://doi.org/10.1590/1413-81232018237.16332016

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Superdotação vai muito além de uma curiosidade intensa!

É comum ver crianças encantadas por dinossauros, planetas, mapas ou qualquer outro tema fascinante. Muitas vezes, esses interesses despertam a pergunta: “Será que meu filho é superdotado?”

A verdade é que superdotação vai muito além de uma curiosidade intensa. O que realmente caracteriza a Superdotação e as Altas Habilidades é a profundidade, a complexidade e a facilidade com que a criança aprende, faz conexões e se aprofunda em determinados assuntos.

E isso pode se manifestar de diferentes formas:

  • QI elevado: algumas crianças apresentam desempenho muito acima da média em áreas como linguagem ou raciocínio lógico.
  • Talento específico: outras se destacam de maneira extraordinária em áreas artísticas, como música, dança, pintura ou escrita, mesmo sem apresentar um QI elevado.
  • Combinação: há ainda aquelas que reúnem tanto um QI muito alto quanto talentos específicos, potencializando ainda mais suas habilidades.

Por isso, antes de rotular uma criança, é importante observar com cuidado. Mesmo rótulos considerados positivos, como o das Altas Habilidades, podem gerar pressão e expectativas difíceis de lidar, afetando o bem-estar emocional.

Nem todo comportamento brilhante significa superdotação — e o contrário também é verdade. Uma criança pode apresentar características sutis que só ficam evidentes quando avaliadas de forma criteriosa e cuidadosa.

Se houver dúvidas, uma avaliação especializada pode ajudar a compreender melhor o que está por trás daquele comportamento que chamou atenção.

Aqui na clínica Terapia Criativa, oferecemos a avaliação neuropsicológica com esse objetivo: compreender de forma ampla e cuidadosa cada criança, olhando não apenas para suas habilidades cognitivas, mas também para aspectos emocionais, sociais e comportamentais. Esse processo ajuda a identificar potenciais, dificuldades e necessidades específicas, fornecendo um retrato muito mais completo do desenvolvimento. Assim, evitamos reduções a rótulos simplistas e oferecemos às famílias orientações práticas, seguras e individualizadas, que realmente fazem diferença no cotidiano e na trajetória escolar e pessoal da criança.

✨ Se você deseja saber mais sobre esse processo, fale com a nossa equipe.

Psic. Francielle Lopes

CRP 08/49524


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Referências:COSTA, M. M. da ., BIANCHI, A. S., & SANTOS, M. M. de O.. (2022). CARACTERÍSTICAS DE CRIANÇAS COM ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA1.Revista Brasileira De Educação Especial, 28, e0121. Acesso: https://doi.org/10.1590/1980-54702022v28e0121

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Avaliação Neuropsicológica: quando e por que procurar esse recurso?

A avaliação neuropsicológica é uma ferramenta valiosa para compreender as dificuldades de aprendizagem em crianças e adolescentes. Mais do que observar o comportamento, ela permite investigar como diferentes funções cognitivas do cérebro estão operando e de que forma isso pode impactar no dia a dia escolar e emocional da criança.

Muitas vezes, até mesmo um profissional experiente pode suspeitar que a criança tenha déficit de atenção ou dislexia apenas pela observação clínica. No entanto, somente uma avaliação criteriosa consegue diferenciar esses quadros de outras condições e indicar com clareza onde estão as dificuldades.

Como funciona a avaliação?

O processo completo costuma levar de 4 a 6 sessões, nas quais são aplicados diferentes instrumentos neuropsicológicos que investigam:

  • raciocínio lógico;
  • memória;
  • atenção;
  • linguagem;
  • praxias (habilidades motoras complexas);
  • funções executivas (planejamento, controle inibitório, flexibilidade de pensamento, organização);
  • velocidade de processamento da informação.

Aqui na clínica Terapia Criativa, também acrescentamos a investigação de indicadores emocionais, que podem estar associados às dificuldades cognitivas ou aparecer de forma independente.

Os resultados obtidos são comparados a padrões normativos de idade e escolaridade, permitindo verificar se a criança está dentro do esperado para seu grupo ou se apresenta áreas que precisam de atenção especial.

Qual é a melhor idade para realizar a avaliação?

A faixa etária entre 6 e 8 anos costuma ser a mais indicada, pois é nesse período que os problemas se tornam mais evidentes e podem ser melhor caracterizados.

Após essa idade, ainda é possível realizar a avaliação, mas alguns fatores — como o amadurecimento neurológico e as adaptações escolares — podem mascarar ou amenizar os sintomas, tornando o diagnóstico menos conclusivo. Mesmo assim, a avaliação continua sendo muito útil, já que aponta áreas de dificuldade que precisam ser estimuladas.

O que acontece depois da avaliação?

Ao final do processo, a família recebe um relatório detalhado, que pode ser compartilhado com médicos e escolas. Esse documento também serve de base para futuras reavaliações, permitindo acompanhar a evolução da criança ao longo do tempo.

E se ainda restarem dúvidas?

Se você tem dúvidas sobre a necessidade da avaliação neuropsicológica para o seu filho, entre em contato com nossa equipe. Teremos prazer em esclarecer suas perguntas e ajudá-lo(a) a tomar uma decisão bem fundamentada.

Psic. Dra. Cynthia Borges de Moura
CRP 08/5822


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Referências:

Bernardo, A. M. (2022). DESENVOLVIMENTO TEÓRICO DA NEUROPSICOLOGIA COGNITIVA E METODOLÓGICA. Pensar Além6(2). Acesso: https://periodicos.faculdadefamart.edu.br/index.php/revistapensaralem/article/view/40

Hamdan, A. C. & Pereira, A. P. A. (2009). Avaliação Neuropsicológica das Funções Executivas: Considerações Metodológicas. Acesso: https://doi.org/10.1590/S0102-79722009000300009

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